terça-feira, 10 de maio de 2011

Pessoas cinzentas

... Não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna." Charles Chaplin

Tem pessoas que preferem viver na névoa, no cinza.  Qualquer coisa que mascare ela mesma.  Encara a forma mais confortável e se posiciona como vítima da maldade alheia.  Não quer melhorar, não quer nada que dê trabalho.  Mal sabem elas que é assim que estão se anulando, escondendo sua essência e a possibilidade de se tornarem mais felizes, mais completas, mais tudo!  E ainda acham que estão no direito de falar daqueles que lutam por dias melhores, pelo sucesso, pelo trabalho, pela vitória.  Pensam pequeno - do tamanho deles mesmos -.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A franqueza dói...

catedral.weblog.com.pt
Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando a força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade. Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele não se estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.  Do Livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", Machado de Assis

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vaca de presépio

avaxhome.ws
Quero uma vida simples, calma e sem complicações... Por que tudo fica tão difícil?

Pensamos demais. Choramos demais. Comemos demais. Esperamos demais. Complicamos demais.
Chega disso tudo... de transigir, de reclamar, de julgar, de criticar... É preciso simplificar as coisas, deixar prá lá, não se importar, descomplicar...

Ah, já sei... vaca de presépio, é isso que eu quero ser??? Então tá...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tempo da Travessia!!



 "Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Se sentir saudades, mate-a. Se estiver tudo errado, comece novamente.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pensando Bem:

"...conheço pessoas que escolhem não se envolver para evitar o sofrimento da separação. Não aceitam o risco, e tal separação, em certos casos, não é sequer um risco, é uma certeza. Você ganha um cãozinho e sabe que ele vai viver muito menos que você - a separação, nesse caso, é definitiva e é uma consequência natural. Não é pequeno o número de pessoas que preferem evitar esse apego como estratégia para não sofrer mais tarde.

Viver é um risco, disse Leo Buscaglia em seu poema. Estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver. Mostrar seus sentimentos é expor sua humanidade. Amar é arriscar-se a não ser amado. Chorar é arriscar-se a parecer sentimental. Tentar é arriscar-se ao fracasso, continua, para depois concluir: Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior perigo da vida é não arricar-se a nada. A pessoa que não arrisca nada não faz nada, não tem nada e não é nada. Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir, mudar, crescer, viver ou amar. Acorrentado por suas certezas e vícios, é um escravo. Sacrificou seu maior predicado, que é a liberdade individual. Só a pessoa que arrisca é livre." .


Retirado da coluna mensal - Pensando Bem - de Eugênio Mussak para revista Vida Simples.Texto: Quando alguém vai embora Edição: Setembro/2010Editora Abril

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Neste momento:


"Odeio e amo. Talvez perguntes por que o faço.

Não sei, mas é isso que sinto. E me tortura."

(CATULO)

quarta-feira, 30 de março de 2011

A árvore da vida

 


Aqui viveram nossos avós maternos, vô José e vovó Nair. São raízes que estão conosco até hoje. Cada um de nós tem um pouquinho deles, e do lugar que aprendemos a amar. Isso chama-se família!